A partir da 0h
da próxima sexta-feira, 4, os metroviários irão entrar em greve por
tempo indeterminado. A categoria decidiu paralisar as atividades depois
de uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Metroviários do Distrito
Federal (SindMetrô/DF ) no último domingo, 30, na estação praça do
relógio em Taguatinga.
A greve é motivada por uma série de irregularidades não observadas pelo
GDF, e a pauta de reivindicações do movimento é extensa: correção das
distorções salariais do plano de carreira, redução de jornada para 6
horas, reajuste salarial de 10%; previdência complementar e aumento da
quebra de caixa da bilheteria...
Outra reivindicação da categoria é a falta de pessoal no quadro de
funcionários. Os metroviários cobram com urgência a realização de um
concurso público para suprir a carência de pessoal, além de melhores
condições de trabalho, com treinamentos para os funcionários de
segurança e operação.
A insatisfação do sindicato se deve também ao fato do GDF não cumprir
com o que havia prometido para a categoria. Segundo a direção da
entidade, o governo estaria implantando um plano de carreira até o final
de 2013, porém, até agora, não foi cumprida nenhuma promessa feita aos
metroviários.
O SindMetrô/DF denuncia ainda, que na atual administração do metrô,
não houve nenhum avanço no que tange aos projetos para ampliação do
transporte. O que tem ocorrido, no entanto, é o sucateamento em todo o
sistema. Isso tudo se deve, devido à terceirização preconizada da
manutenção do sistema.
De acordo com o diretor do sindicato, Luciano Costa, quem vem sendo
prejudicado com isso, são os funcionários do órgão e o usuário. “O
projeto metrô, não danifica e nem pega fogo”. A ideia do projeto é
trazer confiança e segurança ao usuário, o que não vem ocorrendo.
“Vagões do metrô já pegaram fogo diversas vezes, além de quebrar”,
explica Luciano.
O diretor do Metrô explica, ainda, que todos os problemas oriundos da
manutenção do transporte se devem ao monopólio do sistema e formação de
cartel.
De acordo com o sindicato, o reajuste salarial ficou congelado durante
seis anos e, após diversas reuniões, o Governo do Distrito Federal (GDF)
resolveu corrigir apenas os valores do Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC).
A Secretaria de Estado de Administração Pública (Seap) ainda não comentou o aviso de greve.
Trabalhadores do setor afirmam que respeitarão a legislação, com pelo menos 30% do efetivo em operação.
Fonte: JEAN MARCIO SOARES portal Guardian
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