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Metrô: Sem acordo, funcionários entrarão em greve

2 de abr. de 2014
Cerca de 140 mil pessoas que utilizam o sistema metroviário do Distrito Federal poderão ser prejudicadas nos próximos dias.
A partir da 0h da próxima sexta-feira, 4, os metroviários irão entrar em greve por tempo indeterminado. A categoria decidiu paralisar as atividades depois de uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô/DF ) no último domingo, 30, na estação praça do relógio em Taguatinga.


A greve é motivada por uma série de irregularidades não observadas pelo GDF, e a pauta de reivindicações do movimento é extensa: correção das distorções salariais do plano de carreira, redução de jornada para 6 horas, reajuste salarial de 10%; previdência complementar e aumento da quebra de caixa da bilheteria...

Outra reivindicação da categoria é a falta de pessoal no quadro de funcionários. Os metroviários cobram com urgência a realização de um concurso público para suprir a carência de pessoal, além de melhores condições de trabalho, com treinamentos para os funcionários de segurança e operação.
 
A insatisfação do sindicato se deve também ao fato do GDF não cumprir com o que havia prometido para a categoria. Segundo a direção da entidade, o governo estaria implantando um plano de carreira até o final de 2013, porém, até agora, não foi cumprida nenhuma promessa feita aos metroviários.
 
O SindMetrô/DF denuncia ainda,  que na atual administração do metrô, não houve nenhum avanço no que tange aos projetos para ampliação do transporte. O que tem ocorrido, no entanto, é o sucateamento em todo o sistema. Isso tudo se deve, devido à terceirização preconizada da manutenção do sistema.
 
De acordo com o diretor do sindicato, Luciano Costa, quem vem sendo prejudicado com isso, são os funcionários do órgão e o usuário. “O projeto metrô, não danifica e nem pega fogo”. A ideia do projeto é trazer confiança e segurança ao usuário, o que não vem ocorrendo. “Vagões do metrô já pegaram fogo diversas vezes, além de quebrar”, explica Luciano.
 
O diretor do Metrô explica, ainda, que todos os problemas oriundos da manutenção do transporte se devem ao monopólio do sistema e formação de cartel.
 
De acordo com o sindicato, o reajuste salarial ficou congelado durante seis anos e, após diversas reuniões, o Governo do Distrito Federal (GDF) resolveu corrigir apenas os valores do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
 
A Secretaria de Estado de Administração Pública (Seap) ainda não comentou o aviso de greve.
Trabalhadores do setor afirmam que respeitarão a legislação, com pelo menos 30% do efetivo em operação.
Fonte: JEAN MARCIO SOARES portal Guardian

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