Há 20
anos, em uma campanha acirrada para chegar ao Palácio do Buriti,
Cristovam Buarque (PT) prometeu investir e revolucionar a educação no
DF, caso fosse eleito. Na época, Valmir Campelo (PTB), o adversário de
Cristovam, prometia dar continuidade ao governo Joaquim Roriz (PTR), seu
padrinho político naquele pleito. Venceu Cristovam, o candidato que
representava a renovação na política candanga.
O
primeiro ano do governo Cristovam Buarque foi muito difícil. Sua
popularidade despencou, o que levou a revista Veja a fazer uma matéria
intitulada: “Vitrine Espatifada”, com a foto do governador sorrindo,
sentado em sua cadeira numa posição confortável. Cristovam obtinha na
época um saldo negativo de 19 pontos.
O tempo
foi passando e o governador começou a recuperar a sua popularidade com a
criação dos programas Bolsa-Escola e Saúde em Casa.
Já nas
eleições de 1998, Cristovam vence o ex-governador Roriz (PMDB) no
primeiro turno, algo que não se repetiu no segundo. Roriz soube
aproveitar os deslizes políticos do então governador do PT, que sempre
reclamava da falta de empenho de seu partido em sua campanha de
reeleição.
Doze
anos mais tarde, o candidato do PT, Agnelo Queiroz, com um discurso de
melhoria do Sistema de Saúde no DF, que já vinha se arrastando há anos,
vence no segundo turno as eleições de 2010 para o Buriti, tendo Tadeu
Fillipelli (PMDB) como seu vice.
Diante
desse cenário, uma parte da população, preocupada, questionava o então
candidato do PT sobre como fazer um governo de mudanças, mantendo em sua
base, vários nomes que participaram de outros governos.
Nessa
ocasião, o governador eleito sempre afirmava em seus discursos que “não
se governa sozinho”, e que faria em Brasília, o pacto político que o
presidente Lula fez no Brasil. Ou seja, uma coalizão de vários partidos
para sustentar o seu governo.
Após
três anos no poder, a população do DF vem demonstrando insatisfação com o
atual governante, que, em 2013, amargou mais de 70 % de reprovação de
seu governo nas pesquisas de opinião pública. No campo da saúde, por
exemplo, Agnelo deixou a desejar. Para ser ter uma ideia, foi nesse
período que a população de Brasília foi às ruas protestar contra o
descaso da saúde e os gastos estratosféricos na construção do Estádio
Nacional.
Em
síntese, a popularidade de Agnelo Queiroz só tem despencando, sendo
considerado pelas pesquisas de opinião pública como o segundo pior
governador do Brasil.
Análise
Cada
governante têm qualidades e defeitos. Não é diferente com os
governadores do PT, mas em se tratando de Agnelo, as pesquisas mostram
que ele não estava preparado para o cargo pelo qual está à frente desde
janeiro de 2011.
Qualidade e defeitos
Analisando os quatro últimos governadores que administraram o Distrito Federal, a reportagem chegou a seguinte conclusão:
O
ex-governador Cristovam Buarque, se mostrou um político sem
desenvoltura, um administrador pouco hábil, e um ótimo técnico
formulador de projetos.
Já
Joaquim Roriz, demonstrou ser um excelente articulador político. Um
homem de muita visão e sensibilidade. Como administrador, o
ex-governador é mediano, e não possui nenhuma qualidade excepcional de
grande gestor.
Apesar
de ter feito um governo eficiente na opinião de alguns brasilienses, a
ingenuidade de José Roberto Arruda, marcou a sua passagem pelo GDF. No
período em que esteve no poder, o ex-governador caiu no escândalo da
"Operação Caixa de Pandora", dando fim ao seu mandato.
De
todos os governadores que passaram pelo Buriti, talvez, Agnelo Queiroz,
tenha sido o mais ineficiente. Não é um bom político, e não fez uma boa
administração.
Apesar
de sua experiência como deputado federal e ministro dos Esportes, no
governo Lula, a vitória de Queiroz nas urnas, em 2010, ocorreu por causa
do escândalo do mensalão do DEM, bem como, a saída do ex-governador
Joaquim Roriz do cenário político.
O rumo
diferente prometido por Agnelo nas eleições foi o mesmo traçado por
outros governadores, mas de forma limitada, sem a sensibilidade e visão
política de Roriz, sem o perfil administrador de Arruda e sem a técnica
de Cristovam.
Por fim, o governo Agnelo se transformou em uma replica pirateada muito mal feita de outros governos.
O “novo caminho” é fake.
Fonte:Guardian DF
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