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Conheça o legado dos quatros últimos governadores do DF, e a herança petista

11 de fev. de 2014
Conheça o legado dos quatros últimos governadores do DF, e a herança petista
Há 20 anos, em uma campanha acirrada para chegar ao Palácio do Buriti, Cristovam Buarque (PT) prometeu investir e revolucionar a educação no DF, caso fosse eleito. Na época, Valmir Campelo (PTB), o adversário de Cristovam, prometia dar continuidade ao governo Joaquim Roriz (PTR), seu padrinho político naquele pleito. Venceu Cristovam, o candidato que representava a renovação na política candanga.
O primeiro ano do governo Cristovam Buarque foi muito difícil. Sua popularidade despencou, o que levou a revista Veja a fazer uma matéria intitulada: “Vitrine Espatifada”, com a foto do governador sorrindo, sentado em sua cadeira numa posição confortável. Cristovam obtinha na época um saldo negativo de 19 pontos.
O tempo foi passando e o governador começou a recuperar a sua popularidade com a criação dos programas Bolsa-Escola e Saúde em Casa.
Já nas eleições de 1998, Cristovam vence o ex-governador Roriz (PMDB) no primeiro turno, algo que não se repetiu no segundo. Roriz soube aproveitar os deslizes políticos do então governador do PT, que sempre reclamava da falta de empenho de seu partido em sua campanha de reeleição.
Doze anos mais tarde, o candidato do PT, Agnelo Queiroz, com um discurso de melhoria do Sistema de Saúde no DF, que já vinha se arrastando há anos, vence no segundo turno as eleições de 2010 para o Buriti, tendo Tadeu Fillipelli (PMDB) como seu vice.
Diante desse cenário, uma parte da população, preocupada, questionava o então candidato do PT sobre como fazer um governo de mudanças, mantendo em sua base, vários nomes que participaram de outros governos.
Nessa ocasião, o governador eleito sempre afirmava em seus discursos que “não se governa sozinho”, e que faria em Brasília, o pacto político que o presidente Lula fez no Brasil. Ou seja, uma coalizão de vários partidos para sustentar o seu governo.
Após três anos no poder, a população do DF vem demonstrando insatisfação com o atual governante, que, em 2013, amargou mais de 70 % de reprovação de seu governo nas pesquisas de opinião pública. No campo da saúde, por exemplo, Agnelo deixou a desejar. Para ser ter uma ideia, foi nesse período que a população de Brasília foi às ruas protestar contra o descaso da saúde e os gastos estratosféricos na construção do Estádio Nacional.
Em síntese, a popularidade de Agnelo Queiroz só tem despencando, sendo considerado pelas pesquisas de opinião pública como o segundo pior governador do Brasil.
Análise
Cada governante têm qualidades e defeitos. Não é diferente com os governadores do PT, mas em se tratando de Agnelo, as pesquisas mostram que ele não estava preparado para o cargo pelo qual está à frente desde janeiro de 2011.
Qualidade e defeitos
Analisando os quatro últimos governadores que administraram o Distrito Federal, a reportagem chegou a seguinte conclusão:
O ex-governador Cristovam Buarque, se mostrou um político sem desenvoltura, um administrador pouco hábil, e um ótimo técnico formulador de projetos.
Já Joaquim Roriz, demonstrou ser um excelente articulador político. Um homem de muita visão e sensibilidade. Como administrador, o ex-governador é mediano, e não possui nenhuma qualidade excepcional de grande gestor.
Apesar de ter feito um governo eficiente na opinião de alguns brasilienses, a ingenuidade de José Roberto Arruda, marcou a sua passagem pelo GDF. No período em que esteve no poder, o ex-governador caiu no escândalo da "Operação Caixa de Pandora", dando fim ao seu mandato.
De todos os governadores que passaram pelo Buriti, talvez, Agnelo Queiroz, tenha sido o mais ineficiente. Não é um bom político, e não fez uma boa administração.
Apesar de sua experiência como deputado federal e ministro dos Esportes, no governo Lula, a vitória de Queiroz nas urnas, em 2010, ocorreu por causa do escândalo do mensalão do DEM, bem como, a saída do ex-governador Joaquim Roriz do cenário político.
O rumo diferente prometido por Agnelo nas eleições foi o mesmo traçado por outros governadores, mas de forma limitada, sem a sensibilidade e visão política de Roriz, sem o perfil administrador de Arruda e sem a técnica de Cristovam.
Por fim, o governo Agnelo se transformou em uma replica pirateada muito mal feita de outros governos.
O “novo caminho” é fake.

Fonte:Guardian DF

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