Policiais federais penduram algemas em protesto por aumento salarial.
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal em Brasília
penduraram as algemas hoje (7), simbolicamente, em protesto por melhores
salários e condições de trabalho. Durante o ato, que reuniu cerca de
200 policiais, eles criticaram o governo federal, em especial o
Ministério da Justiça, e marcaram uma paralisação de um dia para a
próxima terça-feira (11). ...
De acordo com presidente do Sindicato dos Policiais Federais do
Distrito Federal, Flávio Werneck, está havendo um "boicote" do
Ministério da Justiça - ao qual a Polícia Federal é ligada - a agentes,
escrivães e papiloscopistas, porque outras carreiras do órgão, como
peritos e delegados, vêm recebendo aumentos maiores.
Por sua vez, o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federal,
Jones Leal, disse que o trabalho da Polícia Federal no combate à
corrupção está incomodando. "Estamos querendo chamar a atenção da
sociedade [para isso]".
Procurada, a assessoria do Ministério da Justiça informou que questões
salariais são de responsabilidade do Ministério do Planejamento. Já a
assessoria da Polícia Federal informou que não se pronunciaria.
"A verdadeira operação tartaruga está sendo feita pelo governo federal.
Há oito anos apresentamos propostas ao Ministério da Justiça para
recomposição inflacionária e definição das atribuições, e até hoje não
tivemos uma resposta", disse Werneck à Agência Brasil. O sindicato
reclama que os policiais federais não têm uma lei orgânica que reconheça
as atribuições deles.
Werneck disse ainda que, restando quatro meses para o início da Copa do
Mundo, falta planejamento em relação à segurança. "Um exemplo são os
plantões no Aeroporto de Brasília. Apenas três agentes fazem os
plantões, enquanto a necessidade é 18 a 20 policiais", criticou.
Jones Leal, que preside a federação, disse que, devido às más condições
de trabalho e às perdas salariais, a Polícia Federal se tornou um
"trampolim" para outras carreiras e perdeu a capacidade de fixar os
concursados. "Hoje, gasta-se cerca de R$ 100 mil para formar um policial
e, em três ou quarto anos, ele deixa o órgão em busca de melhores
condições", frisou.
Fonte: Portal Terra
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