A categoria exige a realização de um novo concurso público e melhores condições de trabalho
Agentes penitenciários do Distrito Federal, servidores do Complexo da Papuda e da Penitenciária Feminina do DF entraram em greve na manhã desta quarta-feira (29)...
De acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários (SindPen), a categoria exige a realização de um novo concurso público e melhores condições de trabalho. "Queremos deixar claro que o que reivindicamos não é aumento salarial, e sim, melhores condições de trabalho. Queremos um concurso para 1000 servidores a mais no sistema prisional. Só assim teremos mais segurança", destaca o representante do sindicato, Leandro Allan. O último concurso para o sistema penitenciário aconteceu em 2007 e a convocação em 2009.
Familiares dos presos que chegaram ao local para visita e não conseguiram entrar estão na porta da Papuda reivindicando seus direitos. Cintia Souza, de 29 anos, mora no Paranoá e chegou no local às 7h da manhã para visitar o esposo, preso pelo artigo 157 - assalto. "Cheguei cedo para pegar senha, andei mais de 3km e não consegui fazer a visita. Nós não fomos avisados da paralisação", afirma Cintia. Galhos de árvores foram colocados na via fechando o acesso de quem sai de São Sebastião para os condomínios do Jardim Botânico. Diretores do Sistema Penitenciário alegaram que assim que terminar a greve as visitas serão remarcadas.
Uma reunião entre o sindPen e representantes do Governo do Distrito Federal acontecerá nessa quarta-feira (29), por volta das 11h30, para tentar chegar a um acordo.
Entenda
O Sindicato dos Agentes Penitenciários do DF (Sindpen) anunciou na tarde dessa terça-feira (28), que a categoria vai entrar em greve a partir desta quarta-feira (29) para reivindicar a realização de novo concurso público para o setor, além de melhores condições de trabalho. Dessa forma, as visitas ao Complexo da Papuda e à Penitenciária Feminina do Distrito Federal vão ser suspensas. Já as escoltas judiciais serão reduzidas.
De acordo com as lideranças do Sindpen-DF, os agentes penitenciários estão receosos de que o baixo quadro de funcionários em atuação encoraje rebeliões de detentos. Segundo o sindicato, o DF tem 1,5 mil agentes para cuidar de 13,5 mil presos.
A categoria afirma ainda que a Secretaria de Administração Pública do DF se comprometeu a publicar um edital para realização de concurso até o mês de setembro passado, mas não cumpriu. A pasta se limitou a informar que não tem conhecimento da greve dos agentes penitenciários.
Fonte: Jornal de Brasília
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