Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 54,3% dos 1.897.677 eleitores são mulheres e 45,6%, homens.
Palácio do Buriti: sede do governo do Distrito Federal
No dia 5 de outubro, o Distrito Federal terá na disputa pelo Executivo
local, além do atual governador, Agnelo Queiroz (PT), que tenta a
reeleição, cinco candidatos: Toninho do PSOL, Arruda (PR), Luiz Pitiman
(PSDB), Perci Marrara (PCO) e Rollemberg (PSB). No DF, segundo dados do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 54,3% dos 1.897.677 eleitores são
mulheres e 45,6%, homens. O crescimento demográfico acentuado na região,
que abriga Brasília, impõe ao próximo governador desafios relacionais à
habitação, à melhoria do transporte público e à segurança...
Agnelo Queiroz representa a coligação Respeito por Brasília, que tem o
apoio de 16 partidos (PMDB, PRB, PCdoB, PRP, PPL, PV, PP, PT, PTN,
PTdoB, PSC, PROS, PTC, PSL, PHS e PEN). O vice na chapa é Tadeu
Felippelli (PMDB). Antes de vencer a última eleição para governador, o
médico baiano de 55 anos foi eleito deputado distrital pelo PCdoB, em
1990, e deputado federal em 1994, 1998 e 2002. Em 2003, assumiu o
Ministério do Esporte na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. Ao TSE, Agnelo informou que pretende gastar R$ 70 milhões na
campanha, mais que o dobro informado pelo candidato com a segunda maior
previsão de gastos.
Aos 60 anos, o servidor público mineiro Antônio Carlos de Andrade, o
Toninho do PSOL, tenta pela terceira vez chegar ao Palácio do Buriti,
sede do governo do DF. Em 2010, também concorrendo pelo PSOL, ele obteve
quase 200 mil votos. À frente da coligação Frente de Esquerda (PSOL,
PSTU e PCB), Toninho terá como vice o professor de ensino médio Guillen
(PSTU). Ao todo, o candidato informou que pretende gastar R$ 950 mil na
campanha.
Ex-governador do Distrito Federal, o mineiro José Roberto Arruda, 60
anos, tenta voltar ao governo pela coligação União e Força (PTB, PR,
PRTB, PMN) depois de ter renunciado ao mandato, em 2010, após a
descoberta do escândalo de corrupção no DF, conhecido como mensalão do
DEM, em referência ao partido de Arruda à época. O esquema, denunciado
pelo então secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa,
consistia na compra de apoio de deputados distritais para aprovação de
projetos do Executivo. Antes de chegar ao Buriti, Arruda elegeu-se
senador, em 1994, e deputado federal, em 2002. Em 2001, renunciou ao
mandato de senador após o escândalo da violação do painel do Senado.
No último dia 9 de julho, a 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do
Distrito Federal e Territórios (TJDF) manteve a condenação de Arruda por
improbidade administrativa. A Lei da Ficha Limpa impede a candidatura
de políticos condenados por órgãos colegiados por crimes desse tipo. No
entanto, a condenação ocorreu apenas depois de registrar a candidatura e
ele segue na disputa. Há dúvidas quanto à diplomação de Arruda caso ele
vença as eleições. Ao TSE, Arruda informou que pretende gastar até R$
22 milhões na campanha.
O deputado federal Luiz Carlos Pietscmann, o Luiz Pitiman, concorre
pela primeira vez ao cargo de governador do DF. Aos 52 anos, o
empresário já presidiu a Companhia Urbanizadora da Nova Capital
(Novacap), durante o governo Arruda, e comandou a Secretaria de Obras do
DF, na gestão Agnelo, até deixar o PMDB para se filiar ao PSDB. Ele
concorre pela coligação Seriedade para Mudar (PSDB, DEM, PPS, PSDC), que
tem como vice Adão Candido (PPS). Ao todo, segundo o TSE, Pitiman
pretende gastar R$ 20 milhões.
Pela primeira vez, a jornalista Percilliane Marrara Silva (PCO),
conhecida como Perci Marrara, concorre ao governo do Distrito Federal,
depois de tentar chegar à Câmara dos Deputados em 2006 e em 2010. Aos 32
anos, a brasiliense iniciou a vida política como militante de
movimentos estudantis. Ao lado do vice, Gilson Dobbin (PCO), ela
informou ao TSE previsão de gastos de campanha no valor de R$ 50 mil.
Senador pelo Distrito Federal desde 2010, Rodrigo Sobral Rollemberg
(PSB) tenta pela segunda vez chegar ao posto máximo da política no DF
pela coligação Somos todos Brasília (PSB, SD, PDT e PSD). O vice na
chapa é o servidor público Renato Santana (PSD). Nascido no Rio de
Janeiro, aos 55 anos, Rollemberg é ex-deputado distrital por dois
mandatos (1998 e 2006) e já esteve à frente das secretarias de Turismo,
Lazer e Juventude no governo de Cristovam Buarque, e de Inclusão Digital
do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação na gestão do
ex-presidente Lula. Ao TSE, informou que pretende gastar na campanha R$
30 milhões.
Fonte: Agência Brasil / Correio Braziliense
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