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Eleições: Decisões de última hora para acertar as chapas

5 de jun. de 2014

As convenções partidárias que vão sacramentar as alianças começam na próxima semana. Mas o cenário indefinido para a maioria dos candidatos faz com que nomes de vice-governadores e de concorrentes a vagas ao Senado sejam escolhidos no fim de junho...

O PT, legenda de Agnelo Queiroz, escolheu a chapa, mas falta definir os suplentes para o Senado.
 
Os partidos realizarão as convenções para escolher os candidatos entre 10 e 30 de junho. Esse é o prazo legal para os encontros políticos mas, diante do cenário intrincado da capital federal, a maioria das legendas marcou as reuniões regionais para o fim do prazo. A ideia é ver como rivais e possíveis aliados vão se posicionar antes de definir alianças e coligações. Os presidentes das siglas não querem tomar nenhuma decisão sem saber o destino dos outros partidos e, por isso, a maioria das convenções acontecerá entre 28 e 29 de junho, na reta final dos prazos eleitorais. Os líderes partidários reconhecem que a estratégia é adiar ao máximo os encontros, mas sabem que isso traz um risco. Afinal, em caso de impasses, haverá pouco tempo hábil para resolver questões pendentes.
 
Dos seis pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal, só a chapa de Agnelo Queiroz (PT) está definida. Ele repetirá a dobradinha com Tadeu Filippelli (PMDB) e, no mês passado, os petistas escolheram o deputado federal Geraldo Magela como concorrente ao Senado. No grupo, faltam apenas os nomes dos dois suplentes de senador, o que devem ser definidos para o fim do mês. Já a formação das chapas majoritárias das outras cinco chapas ainda é um mistério e alguns dos pré-candidatos negociam para fundir os grupos e se fortalecer para a corrida eleitoral.
 
Arruda tem reunido aliados para discutir o nome do vice, depois que Liliane Roriz desistiu
 
Luiz Pitiman (PSDB), José Roberto Arruda (PR), Rodrigo Rollemberg (PSB), Toninho do PSol e Eliana Pedrosa (PPS) querem concorrer ao Palácio do Buriti, mas nenhum deles escolheu o candidato a vice-governador. A tendência é de que a definição dos nomes ocorra em cima da hora das convenções, para as decisões serem apenas referendadas durante os encontros partidários. Desses pré-candidatos, apenas Rollemberg e Arruda já fecharam os nomes para a disputa ao Senado. O PSB vai apoiar a candidatura de Reguffe (PDT) e Arruda estará com Gim Argello, que tentará a reeleição.
 
Cada partido tem liberdade para definir as regras gerais das convenções. As normas dessas reuniões políticas estão nos estatutos das agremiações. A Constituição Federal e a Lei nº 9.096/1995, conhecida como lei dos partidos políticos, garantem aos siglas plena autonomia para definir suas estruturas e regras de funcionamento. A maioria das convenções regionais será realizada depois dos encontros nacionais. Essa ordem natural é importante para que os partidos sigam nos estados as diretrizes definidas pelos comandos nacionais.
 
Rodrigo Rollemberg trabalha pelo apoio do PSD para ampliar tempo de televisão na campanha
 
Mistério
A convenção regional do PSDB está prevista para 28 de junho. Apesar de o deputado Luiz Pitiman ainda não ter fechado as coligações para as disputas majoritárias e proporcionais, ele garante que o cenário estará definido até lá. “Estamos construindo as alianças para serem referendadas na convenção. As chapas proporcionais para deputado federal e distrital são as mais difíceis de serem montadas porque exigem uma intrincada matemática política”, comenta o pré-candidato tucano ao Palácio do Buriti.
 
Ele evita dar detalhes sobre as negociações em andamento, mas revela estar em tratativas com partidos atualmente na base do governo. “Quanto ao candidato a vice, temos duas sugestões: um evangélico ou uma mulher com grande representação de votos”, revela o deputado tucano. Pitiman garante que, se as negociações em andamento derem certo, o grupo pode eleger oito distritais e três federais. 
 
Pitiman espera uma mulher com muitos votos ou um evangélico para grupo político
 
Para Pitiman, é importante que o DEM do ex-deputado Alberto Fraga e o PPS da distrital Eliana Pedrosa não fechem com o ex-governador José Roberto Arruda (PR). A chapa tucana seria, então, a alternativa para essas legendas. Fraga na condição de candidato a deputado federal e Eliana a um cargo majoritário. Os dois políticos, no entanto, têm conversado com Arruda. Fraga, inclusive, trabalha para viabilizar essa opção.
 
O ex-governador José Roberto Arruda negocia um nome para ser candidato a vice, depois que a deputada distrital Liliane Roriz (PRTB) anunciou desistência. Ela optou por uma candidatura à reeleição, abrindo espaço para outros partidos na formação majoritária. O anúncio foi realizado na última terça-feira. Apesar da desistência, o ex-governador Joaquim Roriz deve indicar um substituto para Liliane na chapa. 
 
O PSB será um dos primeiros partidos a realizar um encontro partidário regional. O evento será em 15 de junho, no Guará, e deve contar com a presença de Eduardo Campos e Marina Silva. “Também teremos a presença de representantes do PDT, como Reguffe e Cristovam. Até lá, esperamos ter definições sobre outras alianças e sobre o candidato a vice”, explica Rodrigo Rollemberg. Para o socialista, a decisão mais esperada é o caminho do PSD. É possível que o partido indique o vice de Rollemberg. O nome cotado é o do jornalista Hélio Doyle.
 
O PSD ainda não tem data para seu encontro partidário. Os filiados estão entre os dias 21 e 28 de junho. A legenda tem decisões importantes à frente, já que deverá definir se apresentará candidato próprio ou se apoiará alguma das chapas colocadas. O PSD tem o terceiro maior tempo de televisão na propaganda eleitoral e, por isso, é um dos mais assediados do DF. “O partido está dividido quanto à candidatura própria, uma parcela expressiva dos filiados quer concorrer. Vamos definir isso até o fim do mês”, explica o presidente regional da legenda, Rogério Rosso. A tendência é de que o partido esteja ao lado do PSB de Rodrigo Rollemberg.
 
O PT está em dúvida entre os dias 28 ou 29 de junho. “Vai depender dos resultados do Brasil na Copa do Mundo para que a convenção não coincida com dia de jogo da Seleção”, justifica o presidente regional do PT, Roberto Policarpo. 
Fonte: Correio Braziliense

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