skip to main |
skip to sidebar
22 de abr. de 2014
Dos
seis pré-candidatos lançados à disputa ao Buriti, quatro ainda não
escolheram os nomes com os quais farão dobradinha no próximo pleito. Nos
bastidores, esquentam as negociações e aumenta o assédio sobre quem tem
mais tempo de tevê
A seis meses da eleição, os nomes dos
cabeças de chapa que concorrerão ao Palácio do Buriti em outubro já
estão bem encaminhados. A vaga de vice de quatro pré-candidaturas,
porém, segue em aberto. As negociações para compor uma dupla capaz de
sair com a vitória nas urnas têm esquentado os bastidores da política do
DF. Enquanto as dobradinhas Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Filippelli
(PMDB) e José Roberto Arruda (PR) e Liliane Roriz (PRTB) já foram
anunciadas, os demais postulantes a chefe do Executivo local ainda
buscam os candidatos com os quais farão dobradinha. ...
O
senador Rodrigo Rollemberg (PSB) sonha com José Antônio Reguffe (PDT),
mas também flerta com Rogério Rosso, ex-governador do DF presidente
regional do PSD. Outros dois possíveis candidatos — Eliana Pedrosa (PPS)
e Luiz Pitiman (PSDB) —, cujo nome foi lançado na última semana pelo
comando nacional da legenda, articulam para ampliar alianças e terem
direito a mais tempo no horário eleitoral gratuito. Já o PSol deve
lançar uma chapa só com representantes do próprio partido.
Apesar de seis legendas terem apresentado pré-candidatos, ainda não há
como saber quem, de fato, disputará a eleição. O deputado federal tucano
Luiz Pitiman, por exemplo, aceita negociar a cabeça da chapa em nome de
um palanque que seja o mais forte possível para Aécio Neves (PSDB). “O
que a Executiva nacional exigiu é que construamos uma base de
sustentação forte para o nosso candidato à presidência”, declara. Ele
não descarta uma coligação com José Roberto Arruda nem com qualquer
outra força que seja oposição ao atual governo. “A única porta fechada é
com o PT. Com os outros, estamos nos reunindo para negociar”, afirma.
A indefinição é tanta que nem duplas já anunciadas, como Arruda e
Liliane, estão certas. Escolhida como herdeira política do pai, o
ex-governador Joaquim Roriz (PRTB), a distrital deixa a questão em
aberto, apesar de ter sido incluída na dobradinha com Arruda. “O partido
pôs meu nome e eu aceitei o desafio. Mas não tem nada certo, a
indicação só será confirmada após a convenção do PRTB, que ainda não tem
data definida”, informa. Algumas semanas atrás, ela chegou a sonhar com
a disputa ao Senado. Outro político, no entanto, está cotado para o
posto, o presidente regional do DEM, Alberto Fraga. Seria uma forma de
ampliar a coligação de Arruda e o tempo para a propaganda de campanha.
Para Liliane, um bom caminho seria concorrer a novo mandato de
distrital, para buscar projetos mais ousados a partir de 2018. Ela
acredita que teria uma reeleição com boa votação.
Sigla cobiçada
A mais cobiçada das siglas, desejada tanto pela esquerda como pela
direita, é o PSD. Dono do terceiro maior tempo de TV, com 1 minuto e 51
segundos, atrás somente do PT e do PMDB, o partido tem negociado com
todas as demais legendas. Segundo o presidente, Rogério Rosso, o PSD vai
fechar com aquele que mais se aproximar de suas propostas. “Não faremos
coligação pelo pragmatismo, pelo tempo de tevê. Queremos discutir
ideias. Temos alguns projetos estratégicos tidos como prioridade que não
abrimos mão de forma alguma”, afirma Rosso. Ele acredita que a legenda
tem força para um eventual voo solo.
O senador Rollemberg não
nega que o vice ideal seria Reguffe, deputado federal mais votado
proporcionalmente do país no último pleito, e conta que aguarda uma
posição do parlamentar para definir quem comporá sua chapa. “Ele tem
cacife para assumir qualquer papel. Gostaria que fosse meu vice, mas ele
tem liberdade para decidir o que prefere, seja a vice, seja o Senado”,
afirma.
Caso o preferido rejeite o convite, a ideia do senador é
ampliar a coligação. “Nesse caso, sentaremos com o Reguffe e seu
partido para estudar qual seria o melhor nome para o posto.
Provavelmente, ofereceremos à outra legenda”, afirma.
Apesar de
ser pré-candidata, a distrital Eliana Pedrosa é tida por muitos como um
nome para sair a vice. Nos bastidores, ela tem conversado com várias
legendas, entre elas, PSDB, PR e DEM. “Sou candidata ao Palácio do
Buriti e estamos negociando o apoio de outros partidos”, garante.
Como está a situação
Agnelo Queiroz (PT)
»
Única chapa dada como certa, será composta pelo petista e por Tadeu
Filippelli (PMDB). Três vezes deputado federal, o partido do atual
vice-governador representa 2 minutos e 34 segundos de tevê.
José Roberto Arruda (PR)
»
Liliane Roriz (PRTB) foi anunciada para a vaga de vice num acordo que
reuniu o pai da distrital, o ex-governador Joaquim Roriz (PRTB), e
aliados. Nos bastidores, porém, Arruda estaria negociando com outros
nomes.
Rodrigo Rollemberg (PSB)
» Sonha com o deputado
federal mais votado proporcionalmente do país no último pleito, José
Antônio Reguffe (PDT), para a vaga de vice. Caso o preferido não queira,
negociará com o PSol e com o PSD.
Luiz Pitiman (PSDB)
»
Dentro da proposta do pré-candidato à Presidência Aécio Neves de ter um
cabeça de chapa no DF, o deputado trabalha para ter um nome de peso na
vice, que seria o caso de Eliana Pedrosa. Também tem negociado com o
DEM.
Eliana Pedrosa (PPS)
» Nos bastidores, conversa com
o PSDB e o PR sobre um eventual posto de vice em uma dessas chapas.
Pretende, no entanto, ser ela própria a candidata ao Buriti.
Toninho do Psol
» Deve lançar chapa “puro sangue” e buscar apoio de outros partidos de esquerda, como PSTU e PCB.
Fonte: MATHEUS TEIXEIRA Correio Braziliense
0 comentários:
Postar um comentário