Os rodoviários do Transporte Público
do Distrito Federal, ligados ao Grupo Constantino, irão paralisar os
serviços a partir de 0h desta quarta-feira, em protesto ao não pagamento
das indenizações trabalhistas aos funcionários. A paralisação tem
previsão de durar 24 horas. O Grupo, que mantém atividades em seis
Regiões Administrativas, possui atualmente a maior frota em circulação
do DF. As empresas Pioneira - vencedora da licitação da bacia 2 -
Planeta, Satélite e Cidade Brasília fazem parte do grupo. Cerca de 350
mil passageiros serão prejudicados.
A paralisação é apoiada e acompanhada pelo Sindicato dos Rodoviários.
As regiões afetadas são: Ceilândia Norte e Sul, Setor "O", P Sul,
Taguatinga Sul, Gama, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá. De acordo
com o Sindicato dos Rodoviários, as empresas do Grupo Constantino alegam
falta de recursos financeiros para pagar as rescisões trabalhistas dos
rodoviários. O sindicato diz ainda que cerca de 70 trabalhadores foram
demitidos, não receberam seus direitos e não estão recebendo salários.
...
Segundo nota divulgada pelo sindicato, uma parte dos funcionários do
grupo foi demitida e receberam parcialmente os seus direitos - que foram
pagos com recursos do governo, após decisão do Tribunal de Justiça do
Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que determinou que as
parcelas que deveriam ser pagas pelo governo ficaram descobertas e as
empresas se recusam a discutir uma saída para o problema.
O Grupo Constantino foi procurado pela reportagem do Jornal de
Brasília, e disse não ter conhecimento sobre a paralisação. O sindicato
garante que nenhum veículo das empresas saíra das garagens.
Sem ônibus, o metrô vira a alaternaiva para os usuários que dependem do
Transporte Público. A Companhia do Metropolitano do DF deve definir até
o fim do dia se haverá reforço na quantidade de trens que circulam em
Ceilândia e Taguatinga, que são as únicas cidades atendidas pelo grupo
que contam com este meio de transporte.
O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) afirmou que não foi notificado pelo sindicato sobre a paralisação.
Problema pode atrasar entrega de ônibus.
Cerca de 1,2 mil trabalhadores do Grupo constantino aguardam a demissão
para ingressar nas novas empresas do Transporte Público. De acordo com o
sindicato dos Rodoviários as empresas mais uma vez alegaram falta de
recursos para efetivar estas demissões. Com os trabalhadores ainda
vinculados as empresas antigas, as novas operadoras não poderão
contratá-los.
O GDF prevê a renovação da frota até o final do mês de fevereiro, mas a
entrega dos veículos pode atrasar com este impasse. O DFTrans não
acredita que a renovação da frota deva ultrapassar o limite previsto.
Em nota, o sindicato afirma que "(...) tentou insistentemente uma saída
negociada para esse impasse, mas não obteve êxito. As empresas têm
ameaçado os trabalhadores com demissão com justa causa, o que configura
um absurdo. O sindicato entrou com uma ação pedindo o bloqueio dos bens
das empresas, mas ainda não há decisão."
O sindicato informou que inicialmente a paralisação afeta apenas as empresas do grupo.
Fonte: Jornal de Brasília - 28/01/2014
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