Nos primeiros 30 dias deste ano, o
número de homicídios no Distrito Federal cresceu 42,8% em relação a
janeiro de 2013, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança
Pública (SSP/DF) divulgados nesta sexta-feira (31/1).
Até ontem (30/01) foram registrados 70 homicídios, além de cinco casos
de latrocínios, como o caso da morte do jovem Leonardo Almeida,
assassinado em frente ao edifício em que morava na última quarta-feira.
Somente nos últimos seis dias, 25 pessoas perderam a vida nas mãos dos
bandidos. ...
De acordo com o levantamento da SSP-DF, as regiões de Ceilândia,
Paranoá e Samambaia foram as cidades com o maior número de homicídios
registrados com 14, 12 e 9, respectivamente.
Os números da insegurança no DF ficam ainda mais expressivos quando são
levados em conta as tentativas de homicídios e latrocínio. Neste mês,
houve um crescimento de 60,7% dos casos em relação a janeiro do ano
passado. Em janeiro de 2014, 164 pessoas correram o risco de serem
mortas em tentativas de assassinatos e furtos.
Em janeiro do ano passado, foram computados 49 homicídios e 4 casos de
latrocínios. Um dos fatores para o índice em 2014 ter se agravado foi a
deflagração da Operação Tartaruga por parte da Polícia Militar. A
operação é um movimento reivindicatório dos militares por melhorias
salariais. No entanto, o processo de negociação deu lugar à lentidão nos
trabalhos e, em casos extremos, ao não atendimento de ocorrências, o
que tem deixado os moradores do DF apreensivos.
Na manhã de hoje, o governador Agnelo Queiroz e o secretário de
Segurança Pública, Sandro Avelar, se reuniram com a cúpula de segurança
pública no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do DF para tratar
sobre a violência e a Operação Tartaruga. No encontro, o
comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anderson Carlos de Castro
Moura garantiu que os militares trabalharão todos os dias até que a
corporação restaure a ordem nas ruas do DF. Segundo ele, todos os
policiais que participaram da Operação Tartaruga passarão por um
procedimento disciplinar, podendo ser punidos com advertências e até
mesmo demissão do cargo em que ocupam.
Fonte: Jornal Correio Braziliense
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