Entre os supostos envolvidos, estão os pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF), o atual governador Agnelo Queiroz (PT), que deve tentar a reeleição, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) e o deputado Luiz Pitiman (PSDB).
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) aguarda desde sexta-feira (24) as
informações solicitadas por ele sobre a existência de inquéritos da
Polícia Federal contra ele. Como mostrou o Congresso em Foco, chegou ao
Supremo Tribunal Federal (STF) investigação para apurar se ele e mais
seis políticos compraram votos ao participarem de um churrasco durante
as eleições de 2010.
Cristovam disse que fez o pedido ao ministro da Justiça, José Eduardo
Cardozo. Ele já havia afirmado desconhecer o assunto e considerar sem
sentido a denúncia, que chegou anonimamente ao Ministério Público
acompanhada de 64 fotos da festa. “Deve ter tido 50 churrascos desses,
sem falar os almoços na casa de conhecidos. Em campanha, a gente não
almoça um dia sozinho”, analisou o senador. ...
A denúncia chegou aos procuradores eleitorais em setembro de 2010. A
pedido do Ministério Público, a Polícia Federal abriu o inquérito 299/11
em 2 de março de 2011. Há um ano e meio, o Tribunal Regional Eleitoral
(TRE) do Distrito Federal determinou o envio do caso para o Supremo, o
que só aconteceu há um mês. O inquérito envolve, mas sem indiciar
ninguém, os deputados federais Roberto Policarpo (PT-DF), Érika Kokay
(PT-DF) e o deputado distrital Sidney Patrício (PT).
O procurador regional eleitoral do Distrito Federal, Elton Ghersel,
afirmou ser crime oferecer comia a eleitores. “Teoricamente, se você
está oferecendo alimentação e bebida gratuitamente, você está oferecendo
uma vantagem que a lei proíbe. Isso configura um crime eleitoral”,
disse ele, em entrevista à rádio CBN.
Mas os políticos dizem não terem organizado a festa. Pitiman diz que
sequer estava presente. Rollemberg afirma que almoçou carne assada e só
ficou alguns minutos em evento promovido por uma comunidade rural, mas
cujo organizador não sabe dizer ao certo. De acordo com a denúncia
anônima, o churrasco foi servido na chácara do empresário Sérgio
Henrique de Melo, dono da Formato Engenharia.
O advogado de Agnelo Queiroz, Luís Carlos Alcoforado, disse não haver
nenhum problema no churrasco, “Absolutamente normal que, em momentos
eleitorais ou não, as pessoas se confraternizem e dividam espaços
sociais sem que isso caracterize qualquer tipo de iniciação ao abuso ou
de infração eleitoral. É normal na vida cotidiana do brasileiro. O
churrasco faz parte da nossa cultura, do nosso dia a dia.”
Os registros do TRE-DF informam que Cristovam foi intimado do caso em
novembro de 2012, assim como os outros políticos. Mas ele disse que
nunca esteve a par do assunto, e nem seus assessores.
Fonte: Redação com informações do portal Estação da Notícia
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