Um relatório elaborado pelo Banco Mundial, divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta
segunda-feira, aponta que os problemas de acesso e cuidados
especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) têm mais a ver com
desorganização e ineficiência do que com falta de dinheiro.
A responsabilidade direta, avaliam técnicos que tiveram a cesso ao
documento, é de Alexandre Padilha, ministro da Saúde, tido como mal
gestor.
Especialistas costumam citar a tese de que o subfinanciamento é um dos
principais responsáveis pelas deficiências do sistema. O Banco Mundial
reforça isso: mais da metade dos gastos com saúde no País se concentra
no setor privado, e o gasto público (3,8% do PIB) está abaixo da média
de nações em desenvolvimento.
O relatório, porém, afirma que é possível fazer mais e melhor com o
mesmo orçamento. "Diversas experiências têm demonstrado que o aumento de
recursos investidos na saúde, sem que se observe a racionalização de
seu uso, pode não gerar impacto significativo na saúde da população",
diz Magnus Lindelow, líder de desenvolvimento humano do banco no Brasil.
Um exemplo citado no relatório é a baixa eficiência da rede hospitalar.
Estudos mostram que os hospitais poderiam ter uma produção três vezes
superior à atual, com o mesmo nível de insumos. Mais da metade dos
hospitais brasileiros (65%) são pequenas unidades, com menos de 50
leitos (a literatura internacional aponta que, para ser eficiente, é
preciso ter acima de cem leitos).
Nessas instituições, leitos e salas cirúrgicas estão subutilizados
(com taxa média de ocupação de 45%, enquanto a média internacional é de
70% a 75%). As salas de cirurgias estão desocupadas em 85% do tempo. Ao
mesmo tempo, os poucos grandes hospitais de referência estão
superlotados.
Além disso, dois estudos citados pelo Banco Mundial estimam que em 30%
das internações no Brasil os pacientes poderiam ter sido atendidos em
ambulatórios por se enquadrarem em emergências "de baixo risco.
FONTE: (blog

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